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Autocobrança na rotina escolar: quando a dedicação não precisa ser sinônimo de dureza consigo mesma.



Olá, profe!


Como vai?



Sei que seus dias são longos. Sei que, muitas vezes, você se deita pensando em todas as coisas que ficaram por fazer: aquela aula que poderia ter sido melhor, aquela conversa que não saiu como imaginou, aquele aluno que você gostaria de ter alcançado de outra forma. Sei que a autocobrança está sempre à espreita, silenciosa, e insiste em sussurrar que você poderia ter feito mais.

Mas quero que você pare por um instante e respire. Lembre-se: ser dedicada não significa ser dura consigo mesma. Nem todo dia será perfeito, nem toda aula sairá exatamente como planejada, nem todos os momentos terão brilho constante. E tudo bem.

A autocobrança nasce do amor que você carrega pela profissão. É a sua vontade de acertar, de impactar vidas, de fazer a diferença. Mas quando esse amor vira peso, ele deixa de ser combustível e passa a machucar. É nesse momento que precisamos olhar para nós mesmas com gentileza, antes de tudo.

Reconheça seu esforço. Celebre as pequenas conquistas: o aluno que avançou, aquele vínculo que se fortaleceu, o sorriso que você recebeu no corredor e que, talvez, nem tenha percebido. Cada gesto, cada cuidado, cada momento que você esteve presente faz diferença mesmo que pareça invisível.

Não caminhe sozinha. A escola é um espaço coletivo. Compartilhe angústias, peça ajuda, divida suas experiências e suas fragilidades. Pedir apoio não é fraqueza; é coragem. E, acredite, dividir o peso torna tudo mais leve.

Cuidar de si mesma também é parte do seu trabalho. Respeitar seus limites, permitir pausas e descansar não é falhar é se preparar para continuar. Uma professora exausta não ensina melhor por se cobrar mais, mas por se cuidar mais.

Que possamos ensinar nossos alunos sobre empatia, respeito e acolhimento começando por nós mesmas. Uma professora que se trata com carinho constrói um ambiente mais humano, leve e verdadeiro.

Você é suficiente. Seu trabalho tem valor. Cada dia na escola, mesmo os mais difíceis, deixa marcas profundas que nem sempre conseguimos medir mas que fazem toda a diferença.


Com carinho e admiração,

Adriana Araujo

Professora | Coordenadora Pedagógica/ Neuropsicopedagoga

 
 
 

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