Autocobrança na rotina escolar: quando a dedicação não precisa ser sinônimo de dureza consigo mesma.
- Adriana Araújo

- 29 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Olá, profe!
Como vai?
Sei que seus dias são longos. Sei que, muitas vezes, você se deita pensando em todas as coisas que ficaram por fazer: aquela aula que poderia ter sido melhor, aquela conversa que não saiu como imaginou, aquele aluno que você gostaria de ter alcançado de outra forma. Sei que a autocobrança está sempre à espreita, silenciosa, e insiste em sussurrar que você poderia ter feito mais.
Mas quero que você pare por um instante e respire. Lembre-se: ser dedicada não significa ser dura consigo mesma. Nem todo dia será perfeito, nem toda aula sairá exatamente como planejada, nem todos os momentos terão brilho constante. E tudo bem.
A autocobrança nasce do amor que você carrega pela profissão. É a sua vontade de acertar, de impactar vidas, de fazer a diferença. Mas quando esse amor vira peso, ele deixa de ser combustível e passa a machucar. É nesse momento que precisamos olhar para nós mesmas com gentileza, antes de tudo.
Reconheça seu esforço. Celebre as pequenas conquistas: o aluno que avançou, aquele vínculo que se fortaleceu, o sorriso que você recebeu no corredor e que, talvez, nem tenha percebido. Cada gesto, cada cuidado, cada momento que você esteve presente faz diferença mesmo que pareça invisível.
Não caminhe sozinha. A escola é um espaço coletivo. Compartilhe angústias, peça ajuda, divida suas experiências e suas fragilidades. Pedir apoio não é fraqueza; é coragem. E, acredite, dividir o peso torna tudo mais leve.
Cuidar de si mesma também é parte do seu trabalho. Respeitar seus limites, permitir pausas e descansar não é falhar é se preparar para continuar. Uma professora exausta não ensina melhor por se cobrar mais, mas por se cuidar mais.
Que possamos ensinar nossos alunos sobre empatia, respeito e acolhimento começando por nós mesmas. Uma professora que se trata com carinho constrói um ambiente mais humano, leve e verdadeiro.
Você é suficiente. Seu trabalho tem valor. Cada dia na escola, mesmo os mais difíceis, deixa marcas profundas que nem sempre conseguimos medir mas que fazem toda a diferença.
Com carinho e admiração,
Adriana Araujo
Professora | Coordenadora Pedagógica/ Neuropsicopedagoga




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